
Neste capítulo, Seymour Papert destaca as mudanças que podem occorrer na forma como as pessoas aprendem com a utilização do computador.
Desta forma, no mundo digital que o autor caracteriza, existem duas perspectivas de futuristas: a dos ciberutópicos, que louvam os milagres da era digital e que acreditam que essa revolução fornece oportunidades para uma vida melhor, e a dos cibercríticos que nos alertam para o perigo desta Era. No entanto, o autor afirma que ambas estão erradas.
Na sua opinião, com a qual eu concordo, Seymour demonstra que a utilização da tecnologia pode incluir alterações nas relações humanas, mais fortemente ligadas á aprendizagem, desenvolvendo assim uma visão sobre a importância da tecnologia na educação. Isto é, para o autor a apredizagem depende bastante da forma como a criança encara a aprendizagem, logo o entusiasmo e o interesses são positivos neste campo. A dinâmica do computador que contribui para esses tal interesse é uma das suas maiores contribuições para a aquisição voluntária de conhecimentos.
Seguidamente, e para demonstrar esta involvência das crianças no mundo das tecnologias, o autor faz referência a três episódios de aprendizagem: no primeiro, duas crianças de oito e nove anos de idade, utilizam a pesquisa no computador para comprovarem os seus conhecimentos, no segundo, com o objectivo de um projecto de grupo, alunos do 4º ano de escolaridade, desenvolveram um programa educativo para poderem estudar a anatomia dos animais, por fim, o terceiro em que um grupo de alunos do 7º ano que faziam um trabalho sobre "poesia no computador", utilizaram programas do computador, em que "ensinaram" o computador a utilizar as palavras apropriadas no respectivo contexto. Assim sendo, foi criada uma dinâmica de trabalho que despertou maior interesse em alunos com dificuldades, contribuindo para ultrapassar dificuldades e melhorar o desempenho escolar.
Todos estes exemplos destacam, um dos objectivos deste livro, a importância das tecnologias na educação.
Contudo, e depois destas provas da eficácia do computador na aprendizagem, ainda existem alguns pais preocupados com a aurora do mundo digital, designados por "avestruzes", uma vez que, apresentam contradições no seu discurso sobre as tecnologias. Embora por um lado se demonstrem entusiasmados com o avanço do uso dos computadores na aprendizagem dos filhos, tantam, por outro lado, passar despercebidos em relação à mudança que isso implica.
Na minha opinão, semelhante á de Papert, as crianças adquirem fluência na aprendizagem, ou seja fluência tecnológica, e é esta fluência que assusta os pais. Surge, assim, o sentimento de frustração por parte dos pais que o autor refere. Isto porque, a incapacidade deste de tentar por a funcionar um programa suscita um interesse na criança a capacidade de exploração, exemplo utilizado no livro.
No entanto, o autor vê este acontecimento como uma interacção entre pais e filhos porque podem ajudar-se mutuamente, em algo querem explorar.
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