Wednesday, November 7, 2007

Capítulo IV - Valores


Seymour Papert diz que a verdadeira importância da questão, trata-se do modo como os valores educativos são desenvolvidos. Na verdade, são os pais os grandes "condutores" dos valores nas crianças e que as conduzem para uma boa aprendizagem, e contribuem bastante para aquisição de conhecimentos, uma vez que, têm uma grande influência na acção, nas atitudes, e nas reacções das crianças que são o reflexo da sua educação. Embora, os professores surjam , também,como elementos importantes na transmissão de conhecimentos muitas vezes precisam de transmitir algo mais para despertarem interesse nas crianças, valores como a honestidade e precisamente a confiança, ou respeito que são também relevantes de desenvolver no seio familiar.


Concordo plenamente com o autor quando este identifica estas instâncias como responsáveis da educação da criança, no entanto, a criança também deve ser responsável pelo seu carácter, aprendendo com os seus erros e construindo uma identidade própria. Tomando como exemplo, "dizer às pessoas que é feio mentir, sabendo que lhes está a mentir, é não só moralmente indefensável, mas também um modo infalível de se obterem resultados opostos aos desejados", esta opinião do autor demosntra que, antes de os alunos seguirem os que os adultos lhes aconselham, eles "imitam" as acções destes, desta forma, "sempre que ensinamos algo estamos a privar a criança do prazer e do benefício da descoberta".


É, também, mencionado neste capítulo a solução construcionista, isto é, aprendizagem adaptada à capacidade da criança dependendo da sua realidade social. Deste modo, uma forma de o meio envolvente facilitar a aprendizagem é ter em conta que a aprendizagem pode ser feita "sem" os adultos. Na perspectiva do autor, à qual desginou por instrucionismo, este defende que a melhor maneira para facilitar a aprendizagem é termos mais ensino, ou seja, "passar mais tempo a a dizer aos miúdos o que pensamos que eles devem fazer", sendo o "estímulo" essencial para o desenvolvimento intelectual da criança. Posso utilizar, então, um provérbio popular para caracterizar esta situação, "o fruto proibido é o mais apetecido", já que, a proibição de aceder a certos sites por parte do pais, provoca nas crianças uma curiosidade imensa.


É preciso então mais esclarecimentos acerca dos espaço na internet que os pais consideram menos próprios para as crianças, esta abertura entre pais e filhos só iria provocar na criança mais auto-confiança e respeito em relação aos argumentos dos adultos.


Em suma, a meu ver, é importante dar às crianças a oportunidade de exprimirem as suas opiniões de modo a colaborar de uma forma mais activa no desenvolvimento pessoal e intelectual destas, criando uma cultura de honestidade absoluta para evitar que as crianças percebam "que em certos sectores da vida a fronteira entre a verdade e a falsidade está necessáriamente mal definida".





"Deve-se actuar de modo apropriado e fundamentado na compreensão."

No comments: